Numismática
O QUE É NUMISMÁTICA ?
Ciência que trata das moedas e das medalhas, identificando-as, analisando-lhes a composição e, enfim, distribuindo-as cronológica, geográfica, histórica e estilisticamente. Antes da invenção da moeda no século VII aC, as operações de compra e venda, eram efetuadas seja a base de troca, seja com o uso da balança, para pesar quantidade de metal precioso. A numismática é de grande importância para a Arqueologia e a História. Por exemplo moedas encontradas em escavações arqueológicas quando identificadas permitem datar outros objetos encontrados. O estudo das moedas permite reconstruir os aspectos econômicos dos povos. O numismata, portanto, é um estudioso que busca através das moedas conhecimentos diversos, como História, Metalurgia, Arte, etc.
Por sua vez os cunhos variadíssimos, com imagens, símbolos, divisas etc; tornam as moedas, documentos históricos e artísticos de primacial importância: assim por exemplo a imagens mais exata do Zeus de Fídias está numa moeda de bronze romana, de Adriano. A princípio não tinha a moeda a forma definida, mais aos poucos foi tomando, no ocidente, a forma de uma placa circular metálica de formas discoidais, a mais comum, ovais, hexagonais e retangulares, embora se conheçam, notadamente no oriente, moedas quadradas, poligonais, perfuradas etc; e também feitas de outros materiais, como a porcelana. A cunhagem, inicialmente rude e restrita de um só lado, ampliou-se cobrindo toda a superfície da moeda, em ambas as faces, inclusive na serrilha, para evitar a redução do peso do metal precioso, tornando visíveis as tentativas de limagem ou adulterações. Os metais mais usados na fabricação de moedas ou medalhas são o electro, o ouro, a prata, o bronze, o alumínio etc. O electro, liga natural de ouro e prata, foi um o material amoedado pelos lídios; as primeiras moedas de ouro foram a crescida, moeda cunhada por Creso, Rei da Lídia, e o dárico persa, do século VI aC, e o Estáter de Egina, a primeira moeda de prata. Foram de bronze as primeiras moedas romanas, chamadas de aes; estão ligadas ao peso da libra e seus submúltiplos.
O padrão monetário do Brasil provem do real português, cunhado em prata por D. João I. Desvalorizações sucessivas originaram o padrão do mil reis, de onde se derivou o cruzeiro. No Brasil, os Holandeses cunharam moedas no Recife, os portugueses começaram na casa da moeda, na Bahia, a partir de 1695. Na época atual as moedas são fabricadas em série por processo mecânico, que Muito lhes diminui a categoria artística dos séculos passados.
Fonte: Enciclopédia Britânica
Filatelia
O que é Filatelia ?
Filatelia é o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais relacionados. A filatelia tem várias áreas de estudo, a saber: Filatelia Tradicional, História Postal, Pré-Filatelia, Macofilia, Inteiros Postais, Filatelia Temática, Aero-Filatelia, Maximafilia, Filatelia Juvenial, Literatura Filatélica, Selos Fiscais, Classe Aberta e Um Quadro.
O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleçao que pode ser geral ou temática. Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema, parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas.
Enquanto entre as coleções gerais, pode-se dizer que se dividem em Mundo e país. É frequente encontrar coleções com apenas selos de um país, assim como de qualquer lugar do mundo. Quando não seguem nenhum critério este tipo de coleção é usual entre iniciantes.
Apesar de diferenças entre os vários tipos de coleções, além do que foi dito, um único ideal une os filatelistas de todo o mundo: a vontade de conhecer mais sobre um lugar, objeto, pessoa, país, etc. É o conhecimento que estimula os filatelistas a continuar com seu hobby apesar da diminuição das correspondências via Correios.
A filatelia, o mais popular de todos os passatempos, ainda está em alta mundialmente: conta com cerca de 30 milhões de adeptos e movimenta aproximadamente U$ 16 bilhões de doláres por ano. No Brasil, terceiro país do mundo que emitiu selos, essa atividade é tida como uma das mais ricas do planeta, onde o famoso Olho-de-boi, precussor da filatelia brasileira, foi impresso em 1843.
A Inglaterra, terra que criou o selo no século XIX, em 1840, também se destaca com a Exposição Filatélica Mundial, evento que acontece a cada dez anos. (A última exposição foi no ano de 2000). Em 1856, o selo, também em Londres, surgiu pela primeira vez como passatempo e atividade comercial, com a abertura da casa filatélica Stanley Gibbons, (stanleygibbons.com) considerada a equivalente ao “Índice Dow Jones”, uma vez que ela realiza avaliações de preços de selos em nível mundial. (Gazeta Mercantil, FIM DE SEMANA, pág. 1, 13.01.2006);
A atividade não é apenas lúdica e continua cada vez mais valorizada: a quadra (quatro selos juntos) com a imagem do avião Jenny, o selo mais caro dos Estados Unidos, foi vendida há pouco por quase US$ 3 milhões. A popularidade do setor também anda de vento em popa, graças à internet: ao digitar-se a palavra filatelia no Google, pode-se contemplar mais de 2,6 milhões de páginas, fora a palavra “philately”, que rende 2,1 milhões de sítios adicionais. Se a busca for restrita ao Brasil, chega-se ao número também significativo de 205 mil. Somente o site da Stanley Gibbons conta mensalmente com 30 milhões de visitas. (Gazeta Mercantil, FIM DE SEMANA, pág. 1, 13.01.2006);
ASSOCIATIVISMO FILATÉLICO
Em cada país existem inúmeras agremiações filatélicas (Clubes, associações, núcleos,etc.), a maioria delas estruturadas em federações nacionais como é o caso da FPF - Federação Portuguesa de Filatelia e da FEBRAF - Federação Brasileira de Filatelia. Por sua vez, as federações nacionais, estruturam-se em federações continentais. Assim a FPF integra a FEPA - Federação Europeia de Sociedades Filatélicas e a FEBRAF a FIAF - Federação Inter-Americana de Filatelia. As federações continentais por sua vez, são membros associados da FIP - Federação Internacional de Filatelia, a qual coordena e superintende a nivel mundial todas as actividades da filatelia organizada.
Outras Curiosidades
História do Dinheiro
Livro História do Dinheiro, de Newton Freitas
História do Dinheiro (PDF, 14MB)