Clube Filatélico e Numismático de Uberlândia

 

Matéria Portal Centershop (05/10/2007)

http://www.centershop.com.br/mostra_conteudo.php?referencia=shopping&conteudo=26793&codigo=26793

Center Shopping sediará a IV Exposição Filatélica e Numismática de Uberlândia

Mostra irá apresentar ao público selos de diversos temas, além de cédulas e moedas lançadas no Brasil e do exterior.
 
Nesta sexta-feira, dia 5 de outubro, começa no Center Shopping a “IV Exposição Filatélica e Numismática de Uberlândia” (EXFUNIBE), na loja 315, das 10h às 22h.
Promovida pelo Clube Filatélico e Numismático de Uberlândia, com patrocínio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a exposição apresentará 20 painéis duplos, contendo selos dos mais variados temas, além cédulas e moedas do Brasil e do exterior.

O evento também marcará o lançamento de selo personalizado e carimbo comemorativo dos 40 anos de fundação do Clube Filatélico e Numismático de Uberlândia. Os visitantes e colecionadores poderão adquirir o selo e os postais com o carimbo comemorativo  do Clube no local da mostra.

A IV Exposição Filatélica e Numismática de Uberlândia poderá ser visitada até o dia 14 de outubro.


Matéria do Jornal Correio de Uberlândia (03/09/2007)
http://www.correiodeuberlandia.com.br/v2/canal.aspx?id=5&noticia=27819&data=03/09/2007

Clube de filatelistas de Uberlândia preparam mostra para outubro

Exposição celebra 40 anos de criação do grupo filatélico e numismático

O que leva uma pessoa a pagar pequenas fortunas por um simples artefato que muitos descartariam, vibrar com a conquista, sofrer com a perda ou até mesmo nunca desistir de procurar? A vontade de conhecer mais sobre lugares, objetos, pessoas ou países, talvez seja o único motivo que une os filatelistas ? colecionadores de selos postais ou materiais relacionados - de Uberlândia e de todo o mundo. Essa mania começou já quando o selo foi inventado, em 1840, para ser um modo de cobrar os envios de cartas pelos correios. Desde então, muita gente faz questão de guardar cada selinho retirado das cartas que recebe.

Considerando a importância didática e cultural, diversos países, como a China, introduziram a filatelia nas escolas. Além de uma fonte de conhecimento, o entretenimento deixou de ser um simples hobby e acabou se tornando um meio de sociabilidade, pois, a cada novo encontro dos colecionadores para trocas, compras e vendas, novos amigos são feitos. É o que acontece nas reuniões mensais no Clube Filatélico e Numismático de Uberlândia, que existe desde 1967. Para comemorar os quarenta anos da fundação do Clube Filatélico e Numismático de Uberlândia, será realizada uma exposição de selos, moedas e materiais relacionados. A exibição acontecerá entre os dias 5 e 14 de outubro, no Center Shopping.

Os aposentados Francisco Carlos de Moraes Sales, Nelsino Beltran e João Osório Bomfiglio Retamal se conheceram por meio da troca de selos. Francisco Sales, de 56 anos, gosta de ser chamado de um "juntador" e faz questão de frisar a diferença com os colecionadores. "Nós ?juntadores? guardamos os objetos sem ordem. Já os colecionadores são pessoas metódicas, pacientes, organizadas, observadoras e, sobretudo, determinadas. Um verdadeiro colecionador sabe ou busca saber tudo sobre seu passatempo", explicou.

O aposentado se interessa por moedas, cédulas e selos há mais de 40 anos. A paixão começou ainda quando criança, ele possui mais de 10 mil exemplares de variados temas, de diversos países, e alguns que não existem mais. Porém a única coleção que ele considera completa é a de selos comemorativos do Brasil, são 2,4 mil lançados desde 1900. "Tenho o prazer de ter, conhecer, olhar e mostrar", se orgulha. Ele e outros 25 apaixonados por selos e moedas se reúnem uma vez por mês para trocar as unidades.

Apesar de sua importância histórica e geográfica, com os avanços da comunicação, principalmente com a criação da internet e do correio eletrônico, a filatelia tornou-se algo raro e comum apenas entre pessoas com mais de 50 anos. "Antigamente a procura por selos era bem maior. Hoje os jovens não se interessam por falta de incentivo e também por não enviarem mais cartas, só e-mails", explicou João Osório.

Outro motivo pelo qual são poucos os jovens que se interessam pela filatelia talvez seja a falta de tempo para dedicar-se a algo que requer disciplina. Na opinião dos amigos, cujos filhos não se interessam pelo hobby, a informática roubou um grande número de possíveis colecionadores.

Paixão

A história de João Osório com os selos começou quando ele tinha 17 anos. Em seu primeiro trabalho, uma de suas funções era ir diariamente aos Correios enviar e pegar correspondências da caixa postal. Das cartas que chegavam à empresa, ele retirava os selos e guardava. Seu primeiro correspondente internacional, que lhe enviava selos de fora do País, foi um colecionador de Cuba. Os dois trocavam cartelas com dezenas de selos.

A trajetória de Nelsino Beltran não é muito diferente da dos amigos. A paixão cresceu tanto que hoje ele reserva um cômodo de sua casa para manter a biblioteca dos colecionadores do Clube Filatélico de Uberlândia. Aposentado, ele dedica várias horas de seu dia para cuidar dos selos. "A filatelia requer muito estudo para conhecer as diferenças entre os selos, os papéis, as denteações, marcas d?água e, ainda, como retirar cuidadosamente das cartas. Existe toda uma técnica", explicou.

Para ele, o selo não é apenas um pedacinho de papel que depois de carimbado cumpriu sua missão. Além do valor cultural, o aposentado cita o ensino, já que é possível aprender sobre história, geografia, biologia e outros assuntos.

Para Nelsino Beltran, a paixão por este hobby é tão grande que ele considera a filatelia como sua segunda esposa. "Os filatelistas têm muito cuidado com suas coleções. Muitos chegam até a sentir ciúme dela. Eu mesmo não gosto que ninguém mexa na minha coleção. Nem para arrumar. Prefiro que eu mesmo me entenda na minha bagunça. Nem mesmo as crianças eu deixo ver", confessa.